Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade; e, segundo a multidão das Tuas misericórdias. Salmo 51:1.
Acho que você já deve ter brincado na areia da praia. É gostoso construir castelos, e dá uma sensação de prazer pisar na areia com os pés descalços. Por isso, é comum ver as crianças brincarem com os seus baldes e pás. Também é divertido escrever nomes, pensamentos e desenhar figuras na areia molhada. Porém, há um detalhe importante: tudo que deixamos escrito se apaga com a ação do vento ou com a chegada da água do mar.
Uma história conta que dois amigos estavam caminhando pelo deserto. Em um momento da jornada, os dois começaram a discutir e um deles deu um tapa no rosto do outro. Aquele que foi agredido não disse nada. Mas abaixou-se e escreveu sobre a areia: “Hoje, o meu melhor amigo bateu no meu rosto.”
Continuaram caminhando em silêncio até que chegaram a um oásis, onde decidiram tomar um banho para se refrescar do calor. Aquele que levou o tapa no rosto ficou preso em meio ao lamaçal e começou a afundar. Se não fosse o amigo agressor, teria morrido afogado. Depois que se acalmou do susto que levara, escreveu sobre uma pedra: “Hoje, o meu melhor amigo salvou minha vida.”
O amigo que havia dado o tapa e salvado o melhor amigo perguntou: – Depois que o feri com um tapa no rosto, você escreveu na areia. Agora, você escreveu na pedra. Por quê?
O outro respondeu: – Quando alguém nos fere, deveríamos escrever sobre a areia, onde o vento do perdão pode apagar tudo. Mas quando alguém faz um bem para nós, deveríamos gravar isso na pedra, onde nenhum vento pode apagar.
Esta é uma história simples, que nos ensina uma preciosa lição. Aprendamos a escrever nossa dor e tristeza na areia, e a gravar as coisas boas que recebemos na pedra.
Em Sua infinita misericórdia e bondade, Deus nos ajudará a fazermos isso, se Lhe pedirmos. Ele Se compadece de Seus filhos. Ao sermos beneficiados com Sua misericórdia, temos o dever de ser misericordiosos também com aqueles que nos ofendem e nos maltratam. Isso é amor colocado em ação.
Ev. Charles Portela, ministério Fonte da Vida

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